Descrição
Os poemas de Juan Vieira têm um pé fincado na realidade e outro mergulhado na fantasia. Sua poesia nasce exatamente desse embate, desse atrito entre o mundo concreto, real, e o que brota da imaginação. Dessa tensão é que nasce a poesia. O poeta Juan Vieira não busca respostas definitivas, que estas matam a poesia. Mas se alimenta dessa inquietação, desse conflito permanente. Juan Vieira escreve a partir da sua aldeia, do lugar onde vive. E sentimos a sua poesia pulsando no rio Cuiabá, na sua Várzea Grande, na dureza dos dias e na persistência dos sonhos. O cotidiano e a sua vida são matérias-primas do poeta.
Sua poesia dá voz às utopias que emergem desse chão sofrido. Ele não apenas narra o que vê, mas transforma o visível em matéria de invenção, como se dissesse que a poesia não está apenas na realidade – ela é também um modo de reinventá-la. Desesperado, o poeta pergunta: até onde a realidade suporta a invenção? Até onde o imaginário se deixa moldar pelo real?
Nicolas Behr
SOBRE O AUTOR:
Juan Vieira – Nasceu em 20 de setembro de 1993 em Suzano, Estado de São Paulo. Em 2005 mudou-se para Várzea Grande, em Mato Grosso. Graduou-se em Letras pela Universidade de Cuiabá, em 2019.
Em suas contribuições artísticas, além de educador, Juan é escritor, poeta, compositor, além de transitar pelo teatro. Em 2019 lançou o seu primeiro livro solo, “Poemas Absurdos Amores Banais”, pela editora Umanos.
Em 2021 começou a produzir fanzines e publicações artesanais independentes, que divulga nas ruas, praças, feiras, pontos de ônibus e em espaços culturais. Destacam-se “Poemas para Guardar no Bolso” e “Poemas para Guardar Noutro Bolso”, além de “Distopia Kuyabana”, que deu origem a este livro.








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