Descrição
Nas páginas deste livro estão a simplicidade-complexidade, rusticidade-sofisticação de parte significativa da cultura popular mato-grossense, expressas em suas manifestações materiais e imateriais.
O autor Roberto Loureiro elaborou um trabalho de síntese, tendo como eixo norteador o universo das festas de santos. Apresenta aqui um rico panorama da cultura regional: festas de santos, danças e músicas regionais, festejos, mitos, lendas, artesanato, linguajar e culinária regionais.
SOBRE O AUTOR:
ROBERTO LOUREIRO – (Cuiabá, 1944 – Cuiabá, 2018) Cuiabano, engenheiro eletricista pela Universidade Federal de Goiás e pós-graduado em Análise e Elaboração de Projetos pela PUC de São Paulo. No seu currículo de servidor público estão as funções de professor assistente da UFMT; técnico da Cemat, onde chegou à Diretoria de Planejamento; técnico da Divisão de Minas e Energia e assessor da Secretaria de Planejamento do Estado. Na Codemat, foi assessor e diretor-presidente. Foi Assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.
Mas, espera aí! O que no currículo de Loureiro o qualifica a falar sobre a cultura mato-grossense? Como um homem, afeito à matemática, física e química, se aventura no campo da cultura?
Bem, esta é uma história de paixão – paralela.
Desde menino e durante toda a sua juventude, participou ativamente de mais de centena de festas de santos, nos municípios dos vales dos rios Cuiabá e Paraguai, onde tocava os instrumentos tradicionais e dançava o siriri, o rasqueado e a dança de São Gonçalo… Completamente integrado às tradições mato-grossenses, conviveu com o universo mítico do garimpo, da poaia, da borracha, dos pecuaristas e do homem pantaneiro, a partir da década de 1940.
Como assessor parlamentar, procurou cerrar fileiras em torno de causas de interesse da cultura mato-grossense: no tombamento da viola-de-cocho, mocho e ganzá e na lei estadual que definiu o guaraná de ralar como bebida símbolo do Estado; na criação do aniversário de Mato Grosso e na realização da primeira Festa do Guaraná…
Loureiro foi um devorador de livros, embalado em sua rede; pesquisador curioso de suas raízes, um apaixonado irredutível pela cultura material e imaterial mato-grossense. Um genuíno tomador de guaraná ralado na grosa, de linguajar cantado e apreciador da culinária tradicional, herança de família por gerações, que ele quiz transmitir a seus filhos e netos e contar a todos que ainda não tiveram a oportunidade de desfrutar destes prazeres.








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